Vendas do comércio lojista no outono devem crescer até 8% em relação a 2017

O outono, que começou no dia 20 de março, promete ser de boas vendas para o comércio varejista gaúcho. De acordo com levantamento do Departamento de Economia da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), as projeções indicam um crescimento da comercialização de produtos entre 6% a 8% na comparação com o mesmo período de 2017.

O crescimento de vendas será fortemente influenciado pelos bens duráveis, especialmente veículos, produtos eletroeletrônicos e informática, além de artigos do vestuário, a exemplo do que já acontece desde o último semestre do ano passado. Mais do que a recuperação do emprego, a alta está sendo influenciada fortemente pela queda da taxa de juros, o que tem incentivado os tradicionais poupadores a investir na aquisição de bens materiais”, destaca o presidente da entidade, Vitor Augusto Koch.

Embora menos intensa, a expansão das vendas de produtos não duráveis (supermercados e farmácias, entre outros) também deve crescer acima de 4%, fruto da recuperação do emprego e do aumento da massa salarial gaúcha, conforme expectativa da federação. No primeiro bimestre de 2018, a economia gaúcha gerou um saldo positivo de 30,8 mil postos de trabalho, o que representa uma alta de 64,4% diante do mesmo período do último ano.

“Esse bom resultado pode ser melhor, caso a queda de juros que presenciamos atualmente tenha alguma repercussão no custo do crédito ao consumidor, o que não está acontecendo. O nosso sistema financeiro oligopolizado faz com que os juros das principais fontes de financiamento das pessoas físicas estejam absurdamente elevados, especialmente no rotativo do cartão de crédito, no cheque especial e no empréstimo pessoal. A redução dos juros precisa acontecer com urgência nessa área”, alerta Koch.

A chegada antecipada dos dias mais frios durante a estação deverá ser, também, um fator importante para incrementar as vendas de peças de vestuário, somado a aspectos como o aquecimento da economia e o aumento do poder de consumo da população.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

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