Simone Travi lança livro sobre experiência no sul da China

Capa do livro | Foto: Divulgação

No livro China: Uma Estranha no Ninho, Simone Travi compartilha a experiência de sua vivência durante um ano na país oriental. O enredo é um recorte sociocultural da China, em 2008, sob o olhar da enfermeira e professora universitária que decidiu largar a vida estável em Porto Alegre para acompanhar o marido à época, que já estava naquele país por questões profissionais e se aventurar para viver em uma nação de cultura milenar e hábitos tão distintos de sua terra natal, o Brasil.

A obra, narrada a partir do olhar da autora sobre o novo mundo ao qual embarcou, será lançada em 6 de julho, às 19h30, no Café do Porto, em Porto Alegre, com sessão de autógrafos e show de Eduardo Pitta.

Assim, a família embarcou para Shenzhen, cidade de imigrantes situada no litoral sul, na fronteira com Hong Kong. Sem fazer juízo de valor sobre as diferenças culturais entre o Brasil e a China, a autora relata experiências, costumes, gastronomia e a dificuldade de comunicação. O conhecimento da cultura chinesa proporcionado pela experiência naquele país faz com que o leitor viaje junto de Simone e sua família.

A narrativa explica brevemente a história, os misticismos, os diversos traços culturais e políticos do maior país da Ásia. “Escrevi esses relatos durante meu dia a dia. Cada palavra foi sentida e vivida. Fui escrevendo devido à necessidade de registrar meu deslumbramento com o novo mundo. Tenho convicção de algumas coisas na vida: uma delas é que fui ao Oriente com o coração aberto e mais uma vez constatei que, entre sonhos e fatos, temos o inimaginável acontecendo ali, onde nós somos o sujeito da cena”, comenta.

A barreira da linguagem e a importância de saber compor frases simples foram instigantes para manter a vontade de aprender mais. Simone Travi põe em evidência a submissão das chinesas aos maridos e a falta de liberdade, de expressão e de autonomia.

Ela também divide os medos e aflições que viveu como mulher, mãe e enfermeira. Sim, ao longo de sua estadia, a autora foi convidada a trabalhar na sua área em uma escola internacional, experiência naqual evidenciou que o “cuidado é universal independente da cultura ou do país”. Mas, quando precisou de ajuda hospitalar para o ex-marido, percebeu a precariedade do Hospital de Sanya, e sentiu falta da medicina brasileira.

No ano novo chinês Xīnnián kuàilè,a oportunidade de viver a exótica experiência de comemorar em uma casa de família em Beijing, onde conheceram gastronomia extravagante e tradições conservadoras. Simone Travi e a família vivenciaram uma manifestação violenta contra monges pelo domínio chinês, no Tibete, com repressão militar, prisões e um saldo de, ao menos, 13 mortos. Mas também, presenciaram de perto a emoção dos preparativos para as Olimpíadas de 2008.

Quando perguntado a Simone o motivo de ter deixado tudo no Brasil e se jogar ao Oriente, ela responde: “Porque somos humanos, movidos a desafios. Porque somos fogo e terra, e vamos deixar que o vento e o voo nos embalem”. Sobre os desafios e os prazeres da viagem, Simone é categórica: “Foi lá que vivemos, aprendemos, descobrimos e experienciamos relações pessoais, dificuldades e deslumbramentos, tristezas e saudades do nosso Brasil”.

O quê: Sessão de autógrafos do livro China: Uma Estranha no Ninho
Quando: 06/07, às 19h30
Onde: Café do Porto, Rua Padre Chagas, 239, bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre

Fonte: Assessoria

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