Otoplastia pode proporcionar beleza equilibrada e autoestima em alta

A aparência física, embora configurada por diferentes padrões ao longo das décadas, permanece como um dos fatores de maior influência para o bem-estar. Em tempos de aplicativos que transmitem para o mundo virtual praticamente tudo que se vive, a atenção com a estética é acentuada, e o desconforto com possíveis alterações da própria imagem torna-se mais desgastante.

Por sorte, as soluções para os descontentamentos estão mais acessíveis. Entre as correções mais procuradas, uma tem chamado a atenção: a otoplastia, cirurgia realizada para reparar desproporções no tamanho e forma das orelhas – especialmente a chamada orelha de abano. De acordo com o otorrinolaringologista e membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face Dr. Nelsoni de Almeida, esta condição é causada por um conjunto de alterações.

“Primeiro e mais importante, as orelhas são abertas, mais distantes do crânio, o que as fazem parecer maior. Outra alteração é a ausência da anti-hélice, aquelas dobrinhas que encontramos nas orelhas, fazendo com que pareçam mais abertas. Além disto, pacientes podem apresentar uma concha auricular – cartilagem localizada na porção central da orelha – proeminente, ainda associada com alterações nos lóbulos, que muitas vezes são dobrados para a frente”, explica o médico.

Correções possíveis
De origem hereditária, as variantes da anatomia podem, sim, ser tratadas. Algumas terapias, quando aplicadas nas primeiras semanas de vida do bebê, trazem bons resultados por meio da moldagem com aparelhos. Mas a maneira mais eficaz e tradicional é mesmo a otoplastia, que pode ser realizada a partir dos seis anos de idade. Segundo o Dr. Nelsoni de Almeida, as diversas formas da cirurgia são divididas basicamente em técnicas de corte ou de sutura da cartilagem. “Contudo, em todas, as cicatrizes são realizadas na região posterior da orelha, tornando a marca praticamente imperceptível”, salienta.

Nas técnicas de corte são realizadas incisões que causam dobraduras de ângulos retos na cartilagem, tornando o aspecto pouco natural. Já nas técnicas de sutura – denominadas Furnas e Mustardé -, são realizados pontos específicos que reconstroem, de forma mais natural, as curvaturas das cartilagens.

Pós-operatório
O especialista afirma que a cirurgia pode ser realizada tanto com anestesia local, local com sedação ou com anestesia geral. O paciente fica com ataduras por volta de 24 a 48 horas e, depois, usa uma faixa para proteger a orelha durante a noite, na primeira quinzena. “Com a baixa incidência de reparos, somente em cerca de 10% a 20% dos casos; e as altas taxas de satisfação, a otoplastia tem destaque na lista de soluções que beneficiam a aparência e o bem-estar”, pondera.

Fonte: Assessoria

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