Jovem hamburguense embarca para a Rússia para estudar Medicina

Aos 19 anos, uma jovem vai deixar Novo Hamburgo (RS) para embarcar em uma aventura em outro continente. Aimée Schirmer Vieira está de malas prontas para estudar medicina na Rússia, país que atrai diversos brasileiros em busca do sonho do diploma na área médica.

Sair do que já nos é familiar proporciona um enriquecimento não só acadêmico, mas também cultural e social. Por esse motivo estudar fora do Brasil se tornou um grande atrativo para mim”, conta.

A aluna ficou sabendo do curso na Rússia por meio da internet. “Encontrei uma reportagem sobre brasileiros fazendo medicina na Rússia, e na mesma hora me interessei”, diz. A opção pelo país se deu principalmente pela qualidade do ensino e pela oportunidade de aprender novas culturas. “Quando comecei a pesquisar sobre o assunto foi uma vontade instantânea. O curso em terras russas não só oferece excelência acadêmica, mas também aulas em inglês e oportunidades de imersão na cultura local”, completa.

A jovem viaja no próximo dia 24 de setembro ao lado de outros brasileiros que também ingressaram na Universidade Médica Estatal de Kursk, instituição líder no ensino de medicina em inglês. “Tenho grandes expectativas em relação ao curso, principalmente na qualidade da preparação para o futuro profissional. A vida universitária na Rússia com certeza trará uma nova visão de mundo para mim, com novas perspectivas culturais, sociais e acadêmicas”, finaliza.

Qualidade e excelência

No total, mais de 100 médicos brasileiros já se graduaram pela Instituição e agora atuam em hospitais e clínicas nos quatro cantos do país. Outros 500 estudam atualmente medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk.

Todos os alunos embarcaram com o suporte da Aliança Russa. A agência é a responsável pelo processo seletivo e por todos os trâmites para que o aspirante a médico conquiste a tão sonhada vaga.

Sistema de ensino

Os alunos que desejam cursar a universidade em Kursk devem estar atentos ao formato do ensino. Bastante diferente do Brasil, a carga horária é muito mais puxada e a metodologia de avaliação tem outro formato. Por lá, os alunos não podem ter faltas ou carregar matérias não concluídas para os próximos semestres.

O sistema de notas vai de 0 à 5, sendo 3 a nota minimamente satisfatória. O estudante que não obtiver o aproveitamento mínimo, deve automaticamente refazer aquela aula até obter a nota necessária. Caso contrário, não estará apto para fazer as avaliações de final de semestre e exames gerais.

A alta qualidade é comprovada pela taxa de alunos brasileiros que são aprovados em sua primeira tentativa no Revalida, Sistema de Revalidação de Diplomas Médicos, para atuar no Brasil. Cerca de 80% dos estudantes obtêm o registro no Conselho Regional de Medicina no mesmo ano em que chegam. O diploma é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. Também vale lembrar que a Rússia faz parte do tratado de Bolonha, tendo seu diploma reconhecido em todo o continente europeu.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
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