Janeiro Verde: mês da prevenção ao câncer de colo de útero

Janeiro é o  mês da conscientização do câncer de colo de útero. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas de tumores de pele não melanoma e do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. As principais vítimas são mulheres entre 35 e 55 anos.

Também chamado de câncer cervical, o câncer de colo de útero demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que podem desencadear o câncer são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou ou citologia oncótica), por isso é importante a sua realização periódica. A principal causa que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV. Este vírus é transmitido sexualmente, em geral, nos primeiros anos da vida sexual e a persistência da infecção por longos períodos é a principal responsável pelo desenvolvimento de câncer de colo uterino. O HPV constitui uma família de vírus, com mais de 150 diferentes vírus, sendo que destes, cerca de 40 gostam da região anogenital de homens e mulheres.

Dentre todos os tipos de câncer, este é o que apresenta um dos mais altos potenciais de prevenção e cura, chegando perto de 100%, quando diagnosticado precocemente, podendo ser tratado em nível ambulatorial em cerca de 80% dos casos.

Causas:

As principais causas são infecção pelo HPV, mais de três parceiros sexuais por ano, outras DSTs, desnutrição e baixa imunidade.

Sintomas:

Os sintomas do câncer de colo uterino irão depender da fase em que o tumor se encontra. Como o câncer de colo de útero tem  desenvolvimento lento,  na fase inicial costuma não apresentar sintomas.

Quando em fases mais avançadas o câncer do colo uterino apresenta alguns sinais e sintomas, em geral decorrentes do crescimento e espalhamento do tumor na pelve. A paciente pode apresentar dor contínua na região pélvica, dores nas costas, formigamento e inchaço nas pernas, bem como trombose venosa das pernas. Mais tardiamente surgem também os sintomas urinários (urina com sangue, dificuldade para urinar, obstrução da bexiga) e do intestino baixo (dificuldade para evacuar, fezes com sangue, obstrução dos intestinos).

Prevenção:

Segundo  Alessandra Godoy, médica no Grupo Diagnose, a prevenção está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV, com a vacina e o uso de preservativos, diminuição do número de parceiros ao ano (menos de 3 para homens e mulheres), além de fatores de risco como tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria

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