Irdeto pode interromper transmissões piratas na Copa da Rússia

A Irdeto, especializada em segurança de plataformas digitais, está pronta para combater a pirataria na Copa da Rússia.

Na edição passada, em 2014, a empresa identificou e conseguiu tirar do ar mais de 3,7 mil transmissões ao vivo, os chamados streamings ilegais. No total, 10 milhões de usuários tiveram o serviço pirata interrompido, perda estimada de US$ 120 milhões para as empresas que investiram na compra dos direitos de transmissão das partidas de futebol.

De acordo com Gabriel Ricardo Hahmann, diretor de vendas para da América do Sul da Irdeto, “nossas soluções são automatizadas, detectam e interrompem transmissões de vídeos, utilizando indexadores de pesquisa e até marcas d’água que são aplicadas nos filmes”.

Segundo ele, o YouTube é o principal alvo. “Focamos campeões de audiência como o YouTube e ferramentas de buscas. Falamos em nome das empresas que adquiriram os direitos de transmissão e pedimos para interromperem o serviço”, afirma. Segundo ele, as ferramentas conseguem identificar os logos dos canais enviando alerta aos analistas para bloquearem a transmissão de qualquer programa irregular.

Liga dos Campeões

Durante a fase eliminatória da Liga dos Campeões da Europa, a Irdeto, trabalhando em conjunto com os analistas, detectou 5.100 streams ilegais redistribuídos pela internet durante a partida decisiva entre Liverpool e Real Madrid. Desse total, 2121 acessos eram via web, enquanto 2093 provenientes de canais nas redes sociais, como Periscope, Facebook e Twitch. Estima-se que os streams de redes sociais tenham alcançado 4,893,902 espectadores.

Como nos jogos anteriores da Liga dos Campeões, os piratas também aproveitaram os plugins de streaming ilícitos para o programa Kodi, um popular reprodutor de mídia, com 95 transmissões registrados nesta plataforma. Com o anúncio dos streamers na Liga dos Campeões, fica um alerta para a Copa do Mundo 2018, de que muito mais deve ser feito para impedir a distribuição ilegal de partidas de futebol.

Rory O’Connor, Vice-Presidente Sênior de Serviços de Segurança Cibernética da Irdeto, acredita que “criminosos têm como alvo conteúdos premium de esportes, como a Liga dos Campeões da Europa e Copa do Mundo e estão ganhando uma fortuna ao roubar esses direitos de transmissão, já que muitos optam pelo serviço acreditando ser mais acessível”.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

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