Filme e campanha para diminuir o preconceito sobre a Hanseníase

Sociedade Brasileira de Dermatologia grava filme e faz campanha para esclarecer e diminuir o preconceito sobre a Hanseníase. Conhecido como Canário, Nilson dos Anjos (59 ANOS) teve Hanseníase e está curado! Seu depoimento no filme  (60”) mostra que leva uma vida normal e feliz. Canário buscou tratamento que além de ser gratuito, é disponibilizado em todo o território nacional. Considerada a doença mais antiga da humanidade, a Hanseníase tem cura, mas ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil.

Atualmente, o país é o segundo com mais casos da doença, atrás somente da Índia. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos nos vários estados brasileiros. Cerca de 6% deles acometem crianças e adolescentes, somando aproximadamente 2 mil pacientes. Destes, 7% (140, em média) são diagnosticados com alguma sequela relacionada à doença.

Dia 28 de janeiro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, Janeiro Roxo. Devido aos números, ainda altos, durante o mês de janeiro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por intermédio do Departamento de Hanseníase e, a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), promovem campanha e ações educativas para a população.  A data, celebrada sempre no último domingo de janeiro, reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico e o tratamento corretos, difundir informações e desfazer o preconceito.

Segundo o Coordenador do Departamento de Hanseníase da SBD, Dr. Egon Daxbacher, a transmissão do M. leprae se dá através de contato próximo e contínuo com o paciente não tratado. “Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período em que a bactéria fica escondida ou adormecida no organismo é prolongado, e pode variar de dois a sete anos”, explica o médico.

A Hanseníase pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado. Os primeiros sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, que ficam dormentes e sem sensibilidade ao calor, frio ou toque. Podem aparecer placas, caroços e/ou inchaços. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

O atendimento da Hanseníase compreende equipe multiprofissional, tendo o médico dermatologista um importante papel no diagnóstico, e envolve a avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. Se o dermatologista desconfiar de alguma mancha ou caroço no corpo do paciente, poderá fazer uma biópsia da área ou pedir um exame laboratorial para medir a quantidade de bacilos.

Uma dica importante é convencer os familiares e pessoas próximas a um paciente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de Hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem pela família, nem pelos parentes próximos e amigos.

Foto: Divulgação  | Fonte: Assessoria

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