Exportações do agronegócio gaúcho crescem mais de 20% em novembro

Em novembro, as exportações do agronegócio do RS somaram US$ 902,4 milhões, registrando aumento no valor (21,2%) e no volume (24,8%) em relação ao mesmo mês do ano passado. Nos preços médios praticados, houve redução de 2,9%.

O volume de soja em grão exportado pelo RS foi o maior para o mês de novembro desde o início da série histórica em 2007. Os dados foram divulgados pela Fundação de Economia e Estatística nesta quarta-feira (13).

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio em novembro foram complexo soja (US$ 332,6 milhões), fumo e seus produtos (US$ 225,6 milhões), carnes (US$ 175,5 milhões), couros e peleteria (US$ 28,0 milhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 26,3 milhões). Soja, fumo e cereais, farinhas e preparações foram os três setores que mais influenciaram o crescimento das vendas no mês.

O economista da FEE Sérgio Leusin Jr. avalia que o aumento nas exportações do complexo soja é explicado principalmente pelo maior volume embarcado de soja em grão, que atingiu 746,4 mil toneladas em novembro, quantidade 268,6% maior que a registrada em 2016. “Analisando a série histórica iniciada em 2007, observa-se que esse foi o maior volume de soja em grão exportado pelo Rio Grande do Sul no mês de novembro”, pontua.

Produtos florestais foi o setor do agronegócio gaúcho que registrou maior queda no valor exportado em novembro. O decréscimo foi de US$ 58,4 milhões (-75,5% em valor e -89,3% em volume), especialmente devido a menor exportação de celulose. Para Sérgio Leusin Jr., isso se deve à retomada ainda de forma gradual da produção na fábrica da Celulose Rio-Grandense durante o mês de novembro, após problemas técnicos. “A capacidade de produção plena somente deve ser alcançada no início de 2018”, explica. O segundo maior declínio nas exportações do agronegócio verificou-se no setor de máquinas e implementos agrícolas (menos US$11,3 milhões, -49,5%).

Em novembro, os principais destinos das exportações do agronegócio gaúcho foram: China, União Europeia, Rússia, Estados Unidos e Argentina. Esses destinos concentraram 68,7% do valor das vendas externas. Em relação a novembro de 2016, a China foi responsável pelo maior incremento absoluto em valor (mais US$ 163,5 milhões, 66,9%), seguida da União Europeia (mais US$ 24,9 milhões, 23,2%), do Iraque (mais US$ 9,8 milhões, 421,37%) e da Argélia (mais US$ 8,1 milhões, 3.013,2%).

“O destaque para a China é explicado pelo aumento das vendas da soja em grão. O aumento nos embarques destinados à União Europeia deu-se principalmente nos setores do complexo soja (farelo) e de fumo não manufaturado. Para o Iraque, houve crescimento substancial da comercialização de carne de frango, enquanto para a Argélia pode-se frisar as exportações de óleo de soja”, exemplifica Sérgio.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria

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