Dia do Homem: tecnologias melhoram a saúde masculina

Neste sábado, 15 de julho, comemora-se o Dia do Homem no Brasil, criado com o objetivo de reforçar os cuidados com a saúde deles. Segundo dados do IBGE, homens brasileiros vivem em média sete anos a menos que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes e colesterol, além de, historicamente, serem menos cuidadosos com a saúde.

Há ainda as doenças e condições tipicamente masculinas que, apesar de atingirem um número maior de brasileiros, também possuem tratamentos cada vez mais acessíveis e modernos no país.

Especialista indica quais as doenças e condições que mais afligem os homens e o que a medicina tem feito para a melhorar a saúde masculina.

Laser verde para HPB
A hiperplasia benigna é a doença mais comum da próstata e atinge cerca de 80% dos homens com mais de 50 anos, aproximadamente 14 milhões de brasileiros. “A HBP está relacionada ao crescimento anormal da próstata, que comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, prejudicando o fluxo da urina. É uma doença silenciosa, que causa vontade constante de urinar e pode provocar, em casos mais raros, infecção urinária e insuficiência renal”, explica o especialista José Anacleto Dutra de Resende Júnior, médico urologista e pesquisador da UERJ.

Atualmente, é possível tratar a doença de forma minimamente invasiva, utilizando terapia com laser verde para diminuir o tamanho da próstata. O procedimento é mais efetivo e apresenta menos sangramento e riscos ao paciente, reduzindo o tempo de recuperação e internação quando comparado à cirurgia tradicional.

Tecnologia pós Câncer de Próstata
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Seu tratamento – a prostatectomia radical – é bastante conhecida no país, mas a solução dos efeitos colaterais da retirada da próstata – como a incontinência urinária – ainda causa dúvidas.

Estima-se que 4% dos homens que retiraram a próstata vão apresentar incontinência urinária de forma crônica, quando os músculos esfincterianos perdem sua capacidade de reter a urina. Para casos graves é indicado a colocação do esfíncter urinário artificial – uma prótese que substitui o mecanismo natural de continência. “O esfíncter urinário artificial é o padrão ouro para o tratamento da incontinência urinária masculina pós prostatectomia. No Brasil, o tratamento efetivo já tem ajudado milhares de homens a voltar a rotina”, explica o especialista.

Fonte: Assessoria

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