Comusa busca regularizar área do reservatório Petry

Uma questão relacionada à posse do terreno onde está localizado o reservatório Petry fez com que a Comusa Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo corresse o risco de precisar devolver os recursos investidos na obra. A área, que havia sido adquirida ainda no período em que os serviços eram operados pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), nunca foi formalmente transferida para a companhia estadual. Uma reunião em Brasília entre as direções da Comusa e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no entanto, ratificou um acordo para que a autarquia não tenha que devolver R$ 1,5 milhão ao órgão federal.

O terreno foi vendido por um particular para a Corsan, com um contrato de compra e venda sendo celebrado. A posse definitiva, no entanto, nunca foi formalizada. “Quando a Comusa assume os serviços assume junto a posse dessa estrutura, incluindo essa área. Anos depois o reservatório é construído com recursos da Funasa. Ao revisar os dados do projeto eles perceberam que a obra foi feita em uma área que ainda não havia sido escriturada em nome da Comusa, e por isso solicitaram a devolução do investimento”, explica o diretor-geral da autarquia, Mário Lüders.

A resolução do impasse motivou a ida de Lüders e do diretor-técnico, Ari Borges dos Santos, até a sede da Funasa em Brasília. “Explicamos que o terreno de fato pertence à Comusa e nos comprometemos a regularizar a área. Com isso conseguimos superar o problema. Não teremos que desembolsar esses R$ 1,5 milhão, que comprometeriam nossa capacidade de investimento. Agora iremos fazer uma declaração de titularidade, e entraremos com uma ação judicial de adjudicação, resolvendo o problema”, destaca o diretor-geral.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria

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