Amyr Klink inspira público com suas experiências marítimas

Com muita simplicidade e de uma forma cativante, foi assim que Amyr Klink recebeu ao público na palestra da noite desta quarta-feira. O navegador solitário, surpreendentemente, não gosta de ficar sozinho no camarim.

“Não gosto de ficar no camarim, acho muito deprimente”, declarou Amyr quando questionou à produção se poderia ficar no saguão conversando com os convidados, enquanto não chegava o horário da palestra. Para os que chegaram com antecedência, foi uma boa oportunidade para conhecer o escritor e fazer fotos.

O navegador brasileiro Amyr Klink, conhecido pelo seu espírito desafiador, falou da importância de termos um planejamento, enfatizando que precisamos estar preparados para os erros e intercorrências, pois tudo faz parte de um processo para alcançarmos nossa meta.

“Fiz um projeto de 200 páginas para fazer a expedição. Nada do que aconteceu, havia sido previsto, mesmo assim o projeto foi fundamental para o sucesso o seu sucesso”, explica Amyr.

Inspirador e bem-humorado, esse foi o cenário da palestra de Amyr Klink, realizada nesta última quarta-feira (17) que, reuniu mais de 1.200 pessoas no Teatro Feevale.

Amyr Klink comentou que, ao longo das expedições muitas tarefas e desafios são impostos e que para manter o foco, é preciso se organizar, para garantir que chegará ao seu destino. “Implementei a minha própria legislação trabalhista, pois o tempo não rende se você não tem metas”, brinca o navegador.

Ele explicou que para garantir a sobrevivência em suas expedições à Antártida, podia dormir apenas em intervalos de no máximo 45 minutos. “Os intervalos de sono devem ser curtos para evitar surpresas indesejáveis, durante a navegação. Quando cheguei ao meu destino, a única coisa que mais desejava era dormir e dormir muito, hibernar como um urso,” relembra Amyr.

O experiente navegador que já foi 35 vezes à Antártida, também ressaltou a importância de desenvolvermos a cultura de fazer bem feito, e de ter comprometido em fazer algo com competência e excelência.

“O que nos falta hoje em dia é comprometimento em fazer algo bem feito. A cultura europeia pode nos ensinar isso. Chega de fazer de qualquer jeito.”

O navegador, que fabrica seus próprios barcos, explicou sua preocupação com todos os detalhes para garantir a eficiência de suas embarcações. Em uma trajetória de 25 anos navegando à Antártida, até hoje, Amyr nunca perdeu um tripulante.

Essa preocupação pode ser percebida quando fez questão de circular e conversar com as pessoas antes da palestra, no foyer do Teatro.

Amyr que também é economista divide sua visão de vida de que o mais importante não é a soma de bens materiais, mas sim, de ter um legado, uma história para recordar e se orgulhar. “Busco passar essa mensagem para minhas filhas, de que é muito mais importante ter um legado do que casas e carros”.

O evento, apresentado pela EGR, com apoio da ACI NH e Exatus Contabilidade, e promoção da Opus e União FM, foi encerrado com a sessão de autógrafos do escritor, que, carinhosamente, fez questão de atender a todos que o aguardaram.

FONTE: Assessoria

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